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Real Associação da Região Autónoma da Madeira |
texto de opinião
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PROPOSTA / PROJECTO Manuel de Brito (Abril de 2005)
A Real Associação da Madeira, em nosso entender, será essencialmente um espaço de convergência e encontro de todos aqueles que entendem ser a Instituição Real uma forma superior de representação da Nação – de todos os Portugueses – na lógica de uma nova estética do poder. Mas esse espaço de convívio social (elegante) que tradicionalmente tem caracterizado as Reais Associações, deverá ganhar uma dimensão de intervenção social surgindo como um fórum de reflexão e debate, aberto às questões mais sensíveis que atravessam a nossa sociedade, particularmente aquelas que mais tocam de perto as nossas referencias. Por outras palavras, em nosso entender, a Real Associação da Madeira, deverá conquistar a capacidade de se afirmar no nosso contexto social, como um fio condutor de ideias e valores que serenamente e de forma sustentada vai definindo um discurso coerente com um conteúdo doutrinário, particularmente nas politicas sociais e na defesa da nossa identidade Nacional de matriz judaico-cristã. Em nosso entender, este desafio será o objectivo central que se colocará à nossa Real Associação e que, a não ser alcançado, comprometerá talvez definitivamente, a dimensão mais inovadora capaz de tornar credível, perante o tecido social, esta Associação. Pensamos que só assim poderemos ultrapassar a opinião corrente e redutora, de que as instituições ligadas ao ideal monárquico, se esgotam em jantares elegantes, toiros e fados. Caracterizando melhor este espaço de intervenção social, ele será aberto às diversas correntes de opinião, acima das lógicas partidárias, tolerante no convívio com as realidades que definem, para o bem ou para o mal, o nosso tempo. A amplitude dessa tolerância será porem balizada por valores e princípios que deverão claramente definir a matriz do nosso pensamento enquanto defensores do ideal monárquico. Se conseguirmos fazer penetrar esta estratégica de afirmação da Real Associação na nossa sociedade mais atenta, estaremos então com condições favoráveis para que a mensagem do ideal monárquico ganhe algum espaço de afirmação num ambiente, que nos dias de hoje, é no mínimo indiferente. Para que a Real Associação possa tentar atingir este objectivo, terá que se organizar em estruturas operacionais, integrando os diversos intervenientes disponíveis, sabendo que essa disponibilidade não é fácil de manter num nível de alguma exigência. Neste contexto, entendemos a necessidade de haver três áreas de acção: I – GESTÃO CORRENTE E APOIO LOGISTICO II – REFLEXÃO DOUTRINARIA III – INTERVENÇÃO SOCIAL O primeiro gabinete, desenvolveria toda a actividade que garante o regular funcionamento da Associação – sector administrativo, tesouraria, etc. – bem como seria responsável pela organização de todos os eventos sociais. Igualmente estaria disponível para apoiar em termos logísticos (espaços e promoção) as diversas acções desenvolvidas pelos outros sectores. Em relação ao grupo de reflexão doutrinaria, ele teria que ser composto por elementos com um perfil mais próximo dos meios académicos e intelectuais e manteria regularmente um fluxo de intervenções – textos, artigos na comunicação social, apoio a conferencias, etc. – permitindo um suporte sólido e consistente de uma linha politico – doutrinária da Real Associação. Finalmente o terceiro gabinete representaria a face mais visível e personalizada da Real Associação, pois teria a responsabilidade de organizar ciclos de conferencias e outras intervenções, introduzindo assim na nossa sociedade o debate de questões sociais, procurando que subjacente a esse debate, fosse ganhando forma o pensamento dos monárquicos, sobre essas diversas matérias. Em linhas muito gerais traçámos assim algumas referências que em nosso entender deverão constituir uma base de trabalho para a colaboração de um documento mais completo e participado, que defina um projecto e programa de actividade para a Real Associação da Madeira.
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